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A história do Mc Donald’s. De que lado você está?

A história do Mc Donald’s. De que lado você está?
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Fome de Poder.

Achei a tradução bem adequada e que realmente mostra em poucas palavras, o filme. Se você ainda não assistiu, sugiro ler só até o próximo parágrafo. Não consigo conversar sobre o Fome de Poder sem dar spoiler Meu sangue ferve, rs! Vou resumir, para você entender o que se passa no filme, e aí eu sugiro que assista (tá na netflix). Depois retorne aqui para debater comigo as questões – ou não! Mas vale pelo menos a reflexão, aí na sua casa.

O Filme conta a história do Mc Donald’s vista pelo olhar do empreendedor Raymond Kroc, interpretado por Michael Keaton. Vendedor de máquinas de Milk Shake, um belo dia ele descobre em uma cidade pequena da Califórnia, uma lanchonete única, inovadora, com um sistema de montagem incrível e inédito. Se encanta, percebe o potencial e propõe aos irmãos Mac e Dick McDonald, parceria na criação de franquias da lanchonete. Já imaginou o que acontece né? Isso mesmo, ele toma o controle da empresa e focado no sucesso e constrói esse império que hoje, você conhece.

Essa fui eu, tentando te contar o caso beeeeem resumidamente, sem ser tendenciosa e nem dar spoiler do filme. Agora… senta!. Porque gente, quando eu assisti a esse filme, fiquei perplexa. Já tinha lido (em algum lugar da internet) que a história era baseada em fatos reais e eu não fazia ideia de como a história ia acabar, mas imaginei que seria um final feliz, porque né? Tem um Mc Donald’s aqui, na esquina de casa, logo, era claro que tudo tinha dado certo. Mas eu não fazia ideia do processo.

O Filme começa com esse senhor tentando vender máquinas de Milk Shake. Beleza, fiquei até solidária quando vi que era alguém que tinha uma visão empreendedora, que muitas vezes não era compreendido e estava aí, ralando na vida, na tentativa de vender produtos e sobreviver. Depois, ele conhece a lanchonete, fica encantado com tudo, percebe o potencial e vai até os irmãos propor a parceria. Excelente. Na minha opinião, os irmãos não tinham mesmo visão de negócio, estavam satisfeitos e não conseguiam enxergar o grande potencial do que criaram.

Pergunto: precisava abrir mão da ética? Ray passa por cima de tudo e de todos para seguir firme no seu foco do sucesso. Aí alguém pode dizer: “Se não fosse assim, você não conheceria o Mc Donalds” – ouvi isso em alguns debates que tive sobre o filme com meus amigos. Ok… realmente, se ele não tivesse feito o que fez, bem provavelmente, nós não conheceríamos o Mc Donald’s. Mas não faria falta. Uma vez que a gente não conhece alguma coisa, quando não sabemos que essa coisa existe, ela não nos faz falta. Certo? Hoje, já conhecendo é claro, vamos agradecer a Ray. Amo Mc Chicken!

Ele não poderia ter feito tudo que fez, pagando os royalties para os criadores? Sei lá, seja uma porcentagem que fosse… 1 % de tudo, já é muito… Gente, o cara fez os donos do Mc Donald’s tirarem a placa do primeiro Mc Donald’s da história. Imagina a situação: você mora no interior, cria uma lanchonete, inventa uma lógica de funcionamento, tudo caminha bem, você até acha que poderia ganhar mais dinheiro, só que prefere sua vidinha pacata, é um pouco acomodado, mas tá ok… sustenta sua família. Bate um cara na sua porta, gente boa, animado, cheio de ideias que te convence a expandir o negócio. O trem cresce tanto, que ele vira não só dono de tudo, como te proíbe de usar a marca da coisa que você mesmo criou. Ahhh e além disso, depois de tudo, não te dá nem um dólarzinho. Tem Mc Donald’s em tudo quanto é país. São mais de 37 mil lojas. O que é, sei lá, 1 % disso?

O filme é bom de ver, é interessante, mas me deu raiva. Tirando toda essa parte da ética, que eu particularmente acho que poderia ter sido diferente, tem pontos que inspira quem é empreendedor ou pretende ser. Ray, demora, mas encontra seu cliente ideal, está sempre com o discurso pronto para vender seu negócio e não perde oportunidades. Ele tenta vender a franquia da lanchonete em todas as situações, inclusive nos momentos de lazer. Sim, ele pega uma grande ideia e transforma num império se adaptando as dificuldades e persistindo, determinado e com foco. No filme a gente aprende também, que não existe idade certa. O cara tem 50 anos, mas não desiste do que acredita, cuida dos detalhes, é rígido com os padrões de qualidade e entrega ao cliente o que ele realmente deseja.

E aí? Qual é a sua opinião sobre o filme? Me conta aqui nos comentários.

E até sexta-feira que vem com mais uma indicação do que está valendo a pena ver aí…

Comente(12)

  1. Concordo com você. Também fiquei com muita raiva de saber da história quando vi o filme. Ele foi ,muito desonesto e antiético, apesar de sua visão de negócios.

    1. Ei Mauro,
      Obrigada pela visita e pelo comentário.
      Sim, pagou, mas ainda acho que foi pouco perto do império que construiu. Na minha opinião os irmãos deveriam ter direito a uma porcentagem para sempre.
      Imagino como deve ser. Conheço algumas pessoas que ja trabalharam lá e falam bem.
      E eu adoro Mc Donalds!!!
      A questão aqui era falar como tudo começou, citando o filme.
      O debate está muito bom.
      Obrigada por contribuir.
      Até
      Virginia

    1. Ei “Unico Leitor”,
      Tudo bem?
      Ahhh então, a gente sempre coloca filmes interessantes independente da época. Pode ser sim que “Lagoa Azul” apareça por aqui em algum momento. A ideia é abrir um debate sobre o que o filme passa para cada um de nós.
      Quem geralmente escreve sobre filmes é o Luiz – “Luiz, Camera, Ação” #cliqueaquiparaconhecer , mas como ele está de férias eu estou fazendo as dicas de filme da semana.
      Obrigada por acompanhar…
      Até

  2. Achei um ótimo filme, mas o Ray é realmente um grande F.D.P. que sempre pensou apenas no próprio umbigo e os irmãos McDonalds foram muito inocentes ao aceitarem apenas um acordo verbal para ficar com 1% dos lucros da franquia, o cara já estava tirando tudo deles, já dava para perceber que não era de confiança.
    Outro ponto é ele se divorciar da esposa e não deixar absolutamente nada do McDonalds para ela, se o negócio não tivesse dado certo ele perderia a casa em que eles moravam, tirou ela do clube de amigos que eles tinham e tudo mais.
    Ele foi um grande “vencedor” mas no quesito caráter ele não tinha nenhum.

    1. Ei Dani! Obrigada por comentar aqui o que você achou.
      Pois é, desisti de contar sobre a esposa, porque o post estava ficando enoooorme. Mas é isso que você disse. Grande vencedor, mas sem carater nenhum..
      🙁
      Até

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