Ressurreição: da morte à vida

Há quem agradeça pelo número significativo de recessos que têm este ano, somente este mês, teremos dois feriados. Um deles é o feriado da Semana Santa que para uns, tem duração de uma semana, para outros são dois ou apenas um dia.  Para o Cristianismo a Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a Paixão, a Morte a Ressurreição de Jesus Cristo.

Domingo de páscoa é marcado pela ressurreição de Jesus Cristo. A palavra ressurreição significa ressurgir, renascer, retorno da morte à vida.

Quantas vezes renascemos? Será possível morrer e voltar a viver? Simbolicamente, ouso dizer que sim. Se avaliarmos nossa vida com um pouco mais de atenção, é possível percebermos este movimento nada convencional.

A morte simbólica pode ocorrer sem nos darmos conta do processo que a motivou. Quantas vezes não nos deparamos com sentimentos negativos, hábitos desnecessários, preconceitos, pensamentos destrutivos, crenças limitantes, relações maléficas? Nossa trajetória é inconstante, somos transitórios e podemos nos perceber, pouco ou muito, diferentes do que éramos.

É importante questionar alguns valores, atitudes e conceitos aprendidos que acabamos, automaticamente, tomando como nossos sem nos darmos conta de que aquilo pode ser modificado.  Vivemos numa época em que se desapega com tanta facilidade de coisas, objetos, relações e até pessoas, então que tal desapegar e deixar para trás aquilo que realmente nos impede de crescer?

O processo psicoterápico é eficaz para estes questionamentos e provoca transformações significativas. Como resumiu bem o filósofo Heráclito de Éfeso “A única constante é a mudança”. Quantas vezes relutamos para que algo não seja modificado e acabamos sofrendo com a sua inevitável mutação?

Precisamos encarar e aceitar a morte daquilo que não nos acrescenta, restringe e limita para que algo novo nasça e viva dentro de nós. Seja uma ideia diferente, um novo paradigma, um sentimento mais nobre ou uma relação mais sólida.

Para alcançar os nossos objetivos, cumprir metas e realizar sonhos teremos que abandonar, ao longo do percurso, aquilo que não tem conexão, que não faz sentido permanecer conosco.

Que a morte simbólica seja enfrentada com a mesma naturalidade que a morte física é, ou ao menos, deveria ser.

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Hugo Sasdelli

BH Dicas

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