Esse turu, turu aqui dentro

Sandy.

Meu amor pela Sandy começa na adolescência, quando acredito eu, a maioria das pessoas da minha geração conheceram “Sandy & Junior“. Era “Dig Dig Joy“, “Vai ter que rebolar” e “Vamo pulá” que animava a vida. Na época eu e uma amiga muito querida éramos viciadas na dupla. Sabíamos todas as musicas de cor, íamos em todos os shows com faixinhas na cabeça e acredite: até Criança Esperança eu encarava só para ver a Sandy e o Junior cantando duas músicas… eu acompanhava a carreira internacional, o seriado, as revistas e os programas.

Sandy sempre foi pra mim, uma voz que trazia o que eu precisava. Fosse nos momentos alegres e de diversão, fosse na tristeza, quando a gente acha que tudo está perdido e que não têm mais solução. As musicas encaixavam também quando eu queria ficar sozinha, pensando no amor, na vida ou quando brigava com as amigas e estava mal na escola. Sempre potencializava o momento.

O tempo passou, a dupla se desfez e Sandy seguiu carreira solo. Quando fiquei sabendo da separação da dupla, não fiquei arrasada como a maioria dos fãs. É claro que eu amava Sandy & Junior, mas saber que ela continuaria cantando, me deixou tranquila. Depois fui ver, que as músicas cresceram junto com a gente. Ou seja, as letras de hoje, assim como no passado se encaixam perfeitamente em todos os momentos da minha vida. Nunca parei de acompanhar, e toda vez que ouço Sandy, meu coração fica em paz.

Me emociono com quase todas atuais, mas “Esse turu, turu, turu aqui dentro” é a musica que quando toca, eu realmente tenho vontade de chorar litros. Primeiro porque une todas as lembranças boas e até ruins – mas que fazem parte da vida, né?, e marca o meu momento mais lindo até hoje: o dia do meu casamento. Em karaokes, ou festas com violão, é claro que “Esse turu” nunca faltou. Meu marido sabe o quanto essa música é especial e no dia do nosso casamento, ele cantou pra mim. Sim, morri de chorar. Aqui em casa é tradição, festa sem “turu” não é festa.

Esse ano, tive a oportunidade de fazer a cobertura do show da Sandy, graças ao BH DICAS. Turnê “Meu canto”. Já tem uns meses isso, mas o dia foi tão especial que levei um tempo para processar. Só agora consegui escrever sobre isso e contar como foi. Sabe quando a gente realiza um sonho e depois fica com uma sensação estranha de “Será que foi verdade”? Pois é, foi assim que me senti. Até hoje, quando eu olho meu braço e vejo a tatuagem, fico sem acreditar que aconteceu.

Que tatuagem? Pois é, te conto. Quando recebi minha confirmação de credenciamento para fazer a cobertura do show, pensei duas coisa: “Não posso desmaiar e traz a privada“. Gente, sério. Foi uma semana sem dormir e sem comer direito. Eu tremia, chorava e vomitava de nervoso. Sou supersticiosa e não contei pra ninguém (a não ser para o marido, claro). Na véspera, comecei a fantasiar os diálogos. Em um deles, na minha cabeça veio essa ideia: “E se eu pedisse para ela escrever no meu braço e depois fizesse uma tatuagem”? Seria como se eu eternizasse esse momento de encontro. E se ela for chata? E se a letra dela for feia? Eu nem cogitei não fazer. Queria eternizar o meu sentimento independente da letra e das expectativas frustradas.

A ideia eu tinha, mas o show seria no sábado a noite e eu não sou amiga intima de nenhum tatuador para poder pedir a gentileza de abrir um studio para eu fazer minha tatuagem em um domingo. Bom, peguei algumas referências e comecei a saga atras de alguém que pudesse me atender na segunda-feira cedo, afinal já tinha programado ficar sem banho no domingo. Ok. Consegui, marquei e agora faltava a letrinha dela.

Cheguei para o show, com antecedência e fingindo costume. Eu só pensava “Não desmaia“. Fiquei surpresa, pois as outras pessoas da imprensa, eram fãs assim como eu e apresentavam os mesmos sintomas pré cobertura de evento. Quando entrei na mesma sala que ela, minhas pernas ficaram trêmulas. Aliás, se você pegar os videos, vai perceber que na verdade, eu estava tremendo era por inteiro. Mal conseguia filmar. Mas não desmaiei e consegui pedir para ela escrever “turu” no meu braço.

A pergunta que mais ouvi depois da minha experiência foi: “E ela é simpática?”. Gente, quem é fã mesmo da Sandy, sabe como ela é. Eu já imaginava que ela seria um poço de docilidade, mas o que eu não imaginava era que ela poderia me surpreender. Sandy, sendo Sandy. Super educada, solicita, gentil, preocupada e muito, mas muito simpática. Tá, aí você pode pensar, “é amor de fã”… Não nego, que é claro que meu amor prévio facilita tudo sim, não dá para negar, mas esse mesmo amor, cheio de expectativas e com o imaginário fortalecido pelos anos, poderia se decepcionar com um simples olhar triste ou mau humorado inerente a todos os seres humanos. E não foi nada assim. Se ela não é isso tudo que eu disse aqui, pode ter certeza que Sandy não decepciona. Responsável e delicada, respondeu a todas as perguntas, tirou todas as fotos, fez videos e por fim, escreveu no meu braço!

Linda. Aliás, mais linda ainda de pertinho. Simpática, gentil e com humor. Assim como nas musicas e nas letras que escreve, Sandy parece na vida real, alguém comum. Com filho, marido, carreira e responsabilidades. Sandy é mesmo comum. Não é perfeita, porque ninguém nesse mundo é. É claro que tem alegrias, tristezas, objetivos e dores, assim como todo ser humano. O grande encanto pra mim, é que tudo isso que nós vivemos – eu, você e ela, Sandy transforma em arte.

Obrigada a todos vocês que acompanham o BH DICAS. Isso não seria possível sem vocês na minha vida!

Compartilho aqui, um video feito pelo canal Cover de Músicas com os sucessos de Sandy & Junior para você matar um pouco da saudade. Em breve meu video contando isso tudo que falei aqui, sai no canal do bhdicas.

Até!

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Hugo Sasdelli

BH Dicas

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