O segredo e a força de oito mulheres

“Oito Mulheres e um Segredo”

Já parou pra pensar por que filmes sobre grande roubos, assaltos exorbitantes, fugas inacreditáveis e vilões se dando bem no final dão tão certo no cinema e todo mundo ama? Sendo mais exato: e essa quantidade de longas com tantos homens e outros segredos? “Por que, meu Deus?”. Ou, melhor dizendo, “obrigado, Deus!”. É diversão na certa! Depois de uma sequência de três filmes com a turma de George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon, essa ideia masculina se esgotou. Mas, agora, em plena era do movimento de igualdade feminina, Hollywood nos presenteia com uma aventura ligada a esses antigos longas, mas totalmente protagonizada por atrizes: “Oito Mulheres e Um Segredo” reúne Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Mindy Kaling, Awkwafina e até a cantora Rihanna – um timaço que não vai tirar seus olhos da tela grande.

A nova produção do diretor Gary Ross está em cartaz nos cinemas, mais de dez anos após “Treze Homens e Um Novo Segredo”, o terceiro capítulo das aventuras de Danny Ocean (Clooney) e seu grupo, que roubam cassinos sem perder a elegância. Para dar aquela boa revitalizada na saga, a distribuidora Warner Bros “matou” Danny, que deu lugar a sua irmã mais nova, Debbie (Sandra Bullock). Ela, assim como o irmão, no início da trama, acaba de sair da prisão. Porém, a missão agora é mais ousada e luxuosa. As oito mulheres, recrutadas uma a uma, vão se unir e entrar para a história ao planejar o roubo de um colar Cartier que vale mais de US$ 150 milhões. Isso dentro do museu Metropolitan, em Nova York, durante o baile mais disputado e garboso da cidade que nunca dorme, o Met Gala.

O mais incrível é que a produção mistura um plano perfeito a moda, beleza, elegância, ação policial, estratégia, emboscada, vingança e muita adrenalina. Isso tudo sem armas, explosivos e violência física, tão inerentes à testosterona e que nem fazem falta na nova produção. Nem mesmo um rival aparece na trama, como o personagem inimigo de Andy Garcia no primeiro filme, “Onze Homens e Um Segredo”. Ficam apenas o planejamento e a execução minuciosa do plano, o que é maravilhoso e ainda mais charmoso.

Por mais que o roteiro tenha alguns deslizes ou aquelas cenas em que você fica assim: “Ah, para! Não precisa exagerar tanto!”, o filme atinge o que realmente procura: a tal diversão que já comentei aqui. É muito instigante e emocionante acompanhar a saga do plano infalível dominada pelo sexo nada frágil. É como uma das roteiristas do filme, Olivia Milch, diz, batendo no peito, cheia de orgulho: “O que importa, em particular para as jovens mulheres, é ver personagens femininos que não são arquétipos, rasos, e sim bem diferentes, complexos, com nuances”, disse.

Em tempos de igualdade – que deveria ser todo o tempo, o tempo todo –, se divertir com um filme hollywoodiano desse calibre é mais que essencial. É belo, é encantador, é preciso. Se a trilogia masculina rendeu junto US$ 1,12 bilhão nas bilheterias mundiais, gostaria de ver um único filme feminino bater esse número. Se depender da força e da inteligência delas, isso é bem possível, viu?!

Quem já viu?

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